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Zubeldía Assume Responsabilidade e Busca Reverter Desempenho do São Paulo
Por Redação 1Soberano em 24/02/2025 01:00
Técnico Luis Zubeldía Reconhece Falhas e Busca Soluções no São Paulo
Em uma reviravolta franca e direta, o técnico Luis Zubeldía admitiu que as críticas direcionadas a ele em relação ao desempenho recente do São Paulo são justificadas. O comandante argentino demonstrou serenidade ao aceitar a pressão inerente ao cargo, sinalizando uma postura proativa na busca por melhorias.
Zubeldía detalhou a análise tática que o levou a essa conclusão. "Não é somente três zagueiros. Tivemos superioridade numérica no meio. Ferraresi pode jogar de lateral e de defensor, Sabino a mesma coisa. Isso dá uma fluidez importante para sair jogando. Jogamos com três no meio para superar eles numericamente. Esse é o ponto-chave para mim, não só os três zagueiros que foram importantes, sim. Esse foi o ponto do primeiro tempo para encontra o homem livre." Em suas palavras, fica clara a busca por alternativas para otimizar o rendimento da equipe.
O técnico também abordou o equilíbrio mental demonstrado pela equipe após sofrer um gol. "Fizeram o gol em uma jogada que me deixou dúvida, mas o VAR não chamou. Acho que não foi pênalti. Pudemos ter equilíbrio mesmo quando nos empurravam. Mudamos o sistema para 4-4-1-1 com os mesmos jogadores, com Cédric como extremo pela direita, pois eles mudaram para o 4-3-3 no segundo tempo. E Cédric foi muito bem. Tivemos a calma para fazer essa mudança." Essa capacidade de adaptação tática, segundo ele, é crucial para o sucesso da equipe.
Críticas Reconhecidas: Um Caminho para a Recuperação?
Zubeldía não se esquivou das responsabilidades, encarando de frente o momento adverso. "Às vezes as críticas são infundadas, outras vezes têm fundamento. E devo reconhecer que as críticas a mim são justas. A equipe não estava funcionando bem, não estava como tinha que estar. Às vezes sentimos que não merecemos as críticas, mas neste caso as críticas a mim são corretas. Tenho que assumir essa responsabilidade e trabalhar. Se é uma questão tática, a responsabilidade é minha", declarou o técnico, demonstrando humildade e comprometimento.
A autocrítica do treinador se estende à sua própria atuação, reconhecendo que as escolhas táticas podem ter influenciado negativamente o desempenho da equipe em algumas partidas. "O que eu senti foi vergonha quando passamos cinco partidas sem ganhar. O que aconteceu ano passado em que classificamos para a Libertadores e passamos as últimas rodadas, fico com vergonha. Queremos ganhar. Mas havíamos conseguido objetivo de classificar para a Libertadores. Temos que trabalhar e aguentar as críticas ainda mais quando elas têm lógica como agora", confessou Zubeldía.
Para Zubeldía, a pressão é parte integrante do universo do futebol, especialmente em um clube da grandeza do São Paulo . "Essa pressão de fora para dentro é normal, não temos que nos vitimizar. Não ganhávamos a cinco jogos. Temos que fazer autocrítica, corrigir, diagnosticar. É uma situação que sempre acontece no futebol, ainda mais em uma equipe grande. O mais importante é que classificamos, esperávamos ter feito isso antes. As coisas acontecem por algum motivo. Isso vai nos ajudar a crescer como equipe, sem dúvidas", ponderou o técnico.
Estratégias e Reflexões para o Futuro do Tricolor
O treinador valorizou a união de esforços entre comissão técnica, jogadores e diretoria na busca por resultados positivos. Ele enfatizou a importância de uma análise tática aprofundada, indo além da simples questão de atitude em campo. "É um grupo de trabalho. Temos os diretores de um lado, os jogadores, nós da comissão... Todos trabalhamos para deixar os torcedores contentes. Acontece que quando há uma sequência negativa, eu considero que se jogarmos mal três ou quatro partidas, não quero cair na facilidade de dizer que isso é só de atitude. O que mais podemos ver é se estamos correndo em campo bem, o que está faltando, o que os adversários te apresentam, como controlar... As características do Paulista são diferentes das do Brasileiro. Mas alguns jogadores, como por exemplo, o camisa 7 da Ponte Preta que está em um nível em que pode eliminar qualquer zagueiro. Se não preparamos taticamente o jogo, sofremos. E eu creio, aí vem a autocrítica, que vários jogos não o fizemos bem, não foi de atitude. Pode ser que no último jogo, que eles sentiram que não tiveram resposta (à partida). E está bem que falem entre eles, que o grupo tenha autocrítica, gosto disso, o que não gosto é que nos escondamos atrás da autocrítica deles. Se eu digo, taticamente estamos correndo bem pelo campo, temos que falar e trabalhar. Não é difícil fazer isso. Estamos aqui para corrigir. Podemos pensar que no mata-mata começa outra história, sim, é um jogo só. Temos que estar bem taticamente e com atitude. Sempre estivemos juntos no São Paulo , na boa fase e na má, mesmo com erros", analisou Zubeldía.
Zubeldía também comentou sobre a importância de André Silva no elenco, destacando a confiança depositada no jogador. "Em uma equipe grande, há jogadores que com rendimento vão ganhando respeito de todos. O respeito que Calleri ganhou foi pelo que fez dentro do campo também. André tem tido muitas oportunidades e ele sabe que é um jogador importante. Muitos falam sobre Ryan e pediam ele ao invés de André Silva . E o que eu fiz? Coloquei Ryan ou André? André. Estão bem os dois, Calleri e André", afirmou o treinador.
O período de treinamentos será crucial para a implementação de novas estratégias e o aprimoramento do desempenho da equipe. "Tivemos dias muito intensos em todos os aspectos. Viagem, jogos com resultados inesperados, quando parecia que empatar o clássico tinha sido bom, a Ponte Preta nos coloca os pés no chão. Trabalhamos pré e pós partida e o pós não era agradável por causa dos resultados. Mas faz parte. Agora, vamos ter mais dias de trabalho. A equipe que joga estava tendo um dia de trabalho e só. Vamos ter três treinos com toda a equipe e espero que possamos aproveitá-los", concluiu Zubeldía.
O técnico finalizou, revelando os pilares que nortearão o trabalho da equipe: "Os três pilares que temos neste momento são a preparação, chegar nas finais e a variação tática. Hoje se viu pelo esquema tático, outras vezes se vê por dois jogadores que coloco para ver a conexão, ou quatro jogadores ofensivos para ver como funciona. Não tenho como observar os jogadores sem ser em partidas oficiais. Não há treinamentos e semanas completas, pelo contrário. Podemos jogar mal, como aconteceu no último jogo, podemos não conseguir resultados positivos, como vinha acontecendo."

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