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Domínio da Posse de Bola Não Garante Título: Análise do São Paulo no Brasileirão
Por Redação 1Soberano em 13/12/2024 06:30
O desfecho do Campeonato Brasileiro revelou um dado curioso: o São Paulo encerrou a competição como a equipe com a maior média de posse de bola. Ao longo das 38 rodadas, o Tricolor se destacou por manter o controle da "redonda" na maior parte do tempo. Contudo, essa supremacia na posse não se traduziu na conquista do título, levantando questionamentos sobre a eficácia dessa estratégia.
Posse de Bola e Ranking do Brasileirão
De acordo com dados do Sofascore, o São Paulo finalizou o Brasileirão com uma média de 57,7% de posse de bola. Logo atrás, o Atlético-MG aparece com 57,4%, seguido pelo Bahia, com 56,1%. Completam o top 5, Flamengo (56%) e Fluminense (55,6%). É interessante notar que Botafogo e Palmeiras, protagonistas na disputa pelo título durante boa parte do campeonato, ficaram fora das cinco primeiras posições nesse quesito. O Glorioso registrou a sexta maior média de posse (53,9%), enquanto o Palmeiras ficou em sétimo (53,7%).
Apesar do domínio da posse de bola, o São Paulo não conseguiu transformar essa vantagem em resultados expressivos. A equipe conquistou apenas a Supercopa do Brasil, e a falta de criatividade no meio-campo se mostrou um obstáculo para superar as defesas adversárias, que se fechavam diante do controle de bola do tricolor.
Necessidade de Reforço Criativo no Meio-Campo
Diante desse cenário, um dos principais pedidos do técnico Luis Zubeldía à diretoria do São Paulo é a contratação de um meia-armador. A busca por um jogador com capacidade de criação visa solucionar o problema da falta de objetividade no ataque, que se mostrou evidente durante o campeonato. O nome de Oscar, ex-Chelsea e Seleção Brasileira, chegou a ser cogitado, mas as negociações foram interrompidas por questões pessoais do atleta.
Desempenho Geral e Classificação no Brasileirão
No geral, o São Paulo encerrou o Campeonato Brasileiro na sexta colocação, garantindo uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Essa classificação foi possível graças aos títulos do Botafogo na competição continental e do Flamengo na Copa do Brasil, que transformaram o G4 em G6. Ao longo das 38 partidas, o Tricolor acumulou 17 vitórias, oito empates e 13 derrotas, totalizando um aproveitamento de 51,75%.
A Era Zubeldía: Uma Análise
Sob a liderança do técnico Luis Zubeldía, o São Paulo disputou 35 jogos, alcançando 16 vitórias, oito empates e 11 derrotas, com um aproveitamento de 53,3%. Esses números demonstram uma melhora no desempenho da equipe, mas evidenciam a necessidade de ajustes para que o controle da posse de bola seja mais efetivo e se transforme em resultados positivos e títulos.

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