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Paulinho: De rejeitado em Cotia ao estrelato na Copinha com a camisa do São Paulo
Por Redação 1Soberano em 03/02/2025 06:50
A reviravolta de Paulinho no São Paulo
O atacante Paulinho, protagonista na conquista da Copinha pelo São Paulo com dois gols sobre o Corinthians, viveu uma transformação notável. O jogador, que hoje é aclamado como herói, relembra um período de dificuldades em Cotia, onde a equipe sub-20 enfrentou uma sequência de resultados negativos no Campeonato Brasileiro.
O centroavante não esconde que, em meados do ano passado, a situação era tão delicada que "até andar no CT era difícil". O time acumulava derrotas e a pressão era intensa. No entanto, essa fase desafiadora serviu como ponto de inflexão para Paulinho e seus companheiros.
Resiliência como ponto de mudança
Em entrevista ao UOL, Paulinho revelou que a palavra-chave para superar a crise foi "resiliência". Ele descreve como o olhar de desconfiança era constante, como se não pertencessem àquele lugar. "Todo mundo olhava como se a gente não servisse, não tivesse que estar lá. Mas a gente sabia da nossa capacidade", afirmou.
A chegada do técnico Allan marcou uma virada de chave para a equipe. Paulinho destaca que, após um período de dificuldades, o time conquistou títulos e chegou à final do Campeonato Paulista. "O professor Allan chegou e tivemos seis meses de coisas boas, com títulos e a final do Paulista também", relembra o atacante.
A bronca motivacional na final da Copinha
Um momento crucial na decisão da Copinha foi a conversa no intervalo da partida. Paulinho revela que o técnico Allan deu uma "bronquinha" no vestiário, destacando a importância dos últimos 45 minutos para a conquista do título. O treinador enfatizou que aquele seria o momento de dar tudo de si, e que o primeiro gol poderia ser o gol do título. "Ele falou que eram os últimos 45 minutos que a gente tinha para ser campeão ou bater na trave. Que era para dar tudo de si, que o meu primeiro gol poderia ser o do título, que quando fizemos o gol todo mundo viu que dava para ser campeão."
Ainda segundo Paulinho , Allan fez questão de frisar a oportunidade única de disputar uma final de Copinha com a torcida a favor. "Teve cobrança normal (entre jogadores). Colocamos na cabeça, até no túnel, que seríamos campeões", complementou o atacante.
A pressão de substituir Ryan e o futuro no profissional
Paulinho também comentou sobre a pressão de substituir Ryan na final da Copinha. Ele revelou que acompanhava as postagens nas redes sociais com questionamentos sobre sua capacidade. No entanto, o atacante se sentia preparado e confiante, graças ao apoio do treinador. "Pressão grande, né. Mexendo no celular, acompanhava as postagens e via 'será que ele vai conseguir?' Mas eu estava preparado, confiante, tinha apoio do treinador e isso me deixou mais tranquilo", disse.
Com a conquista da Copinha, Paulinho já vislumbra o futuro no profissional do São Paulo . Em tom de brincadeira, ele conta que já pediu a Ryan para que o deixe marcar alguns gols também. "Estava falando com ele: 'pô, deixa eu fazer uns golzinhos também, né? Já fez bastante aí'. Ele riu, é um grande amigo, torço muito por ele.", relatou.
O conselho do técnico Allan na final
Na final, Allan orientou Paulinho a manter o desempenho que vinha apresentando ao longo do ano, jogando com seriedade, movimentação e atacando os espaços. O técnico transmitiu confiança ao jogador, afirmando que todos acreditavam em seu potencial. "Ele falou para eu fazer o que vinha fazendo durante o ano, jogando sério, movimentar, atacar o espaço. E falou para ficar tranquilo em campo que todo mundo confiava em mim e ia dar tudo certo", concluiu Paulinho .
Início no futebol e a chegada ao São Paulo
Paulinho iniciou sua trajetória no futebol aos seis anos, em uma escolinha de futsal chamada Força Jovem. A paixão pelo esporte era tanta que ele ficava ansioso pela chegada do sábado, dia dos treinos. Aos 12 anos, surgiu a oportunidade de fazer um teste no São Paulo , onde foi aprovado pelo professor Luis, que já faleceu. "Cheguei aqui com 12 anos. Eu comecei na escolinha aos seis anos, chamava Força Jovem, era só futsal e só de sábado. Ficava a semana toda louco para chegar sábado, quando acabava era uma tristeza. Apareceu oportunidade de fazer um teste no São Paulo com o professor Luis que hoje já está no céu. Passei e no outro ano já vim para o sub-13", contou o jogador, natural de Piranhas, Alagoas.
Infância entre estudos e interclasses
Durante a infância, Paulinho dividia seu tempo entre os estudos e os momentos de lazer, como as aulas de educação física na escola e as brincadeiras na rua com os amigos. Ele também participava dos interclasses, competições que renderam alegrias e tristezas. "Só estudava, às vezes tinha educação física na escola que dava para brincar e na rua com os amigos também todo dia. Ganhei uns interclasses, perdi outros. Teve um que perdi que foi pior que perder campeonato aqui. Chorava igual neném, mas ganhei uns aí também no currículo. Doeu porque era a zoação né, os amigos das outras classes, e quando perdi fiquei com medo de ser zoado", relembrou.
O mérito de Allan na recuperação do sub-20
Paulinho atribui grande parte da recuperação do sub-20 ao técnico Allan, que transmitiu confiança e incentivou os jogadores a acreditarem em seu potencial. "Deu muita confiança pra gente. Falou que nós somos bons pra caramba, para colocarmos isso na cabeça e íamos treinar o que precisava ser treinado. Deu confiança para nós e pudemos retribuir em campo", afirmou o atacante.
A provocação do Corinthians como motivação extra
A provocação por parte do Corinthians antes da final da Copinha foi utilizada como combustível para o São Paulo . Paulinho relata que seus amigos e pessoas do clube compartilhavam as falas dos rivais, mas a resposta seria dada dentro de campo. "Foi usado, sim (para motivar). Meus amigos mandavam direto: 'olha aí o que falaram'. No clube também as pessoas comentavam. Mas falávamos que o que tínhamos que fazer era dentro de campo, que não adiantava responder os caras e dentro de campo perder. Ficamos quietinhos, trabalhamos e depois do jogo comemoramos e demos aquela provocada igual eles deram. Faz parte do futebol", finalizou Paulinho .

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