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São Paulo: Lucas Moura e Oscar sob pressão por título inédito
Por Redação 1Soberano em 07/03/2025 04:10
A Busca pelo Título: Pressão e Expectativa no São Paulo
Lucas Moura e Oscar, dois nomes que despertam paixão na torcida do São Paulo, enfrentam um momento crucial em suas carreiras. A pressão por um título inédito na equipe principal é palpável, especialmente com a proximidade da semifinal do Paulistão contra o Palmeiras. O jogo único no Allianz Parque carrega um peso enorme para ambos, que buscam coroar suas trajetórias com uma conquista de grande relevância pelo clube que os revelou.
A jornada de Lucas e Oscar no São Paulo é marcada por expectativas desde as categorias de base. Ambos integravam uma talentosa geração que contava com nomes como Henrique Almeida, artilheiro do torneio, Casemiro, atualmente no Manchester United, e Wellington, ex-volante com passagens marcantes pelo Tricolor. Essa base sólida alimentava o sonho de ver esses jovens brilharem no time principal e conquistarem títulos importantes.
Mundialito Sub-17: O Início da História Vitoriosa
Antes de se tornarem jogadores de renome internacional, Lucas Moura e Oscar compartilharam um momento de glória nas categorias de base do São Paulo . Em 2008, eles conquistaram o Mundialito Sub-17, um torneio de prestígio disputado na Espanha, que reuniu equipes de diversos continentes. O São Paulo sagrou-se bicampeão, com Oscar como protagonista e Lucas, ainda conhecido como Marcelinho, como espectador.
Há quase duas décadas, eles dividiram o mesmo hotel e vestiário na competição que culminou com a vitória nos pênaltis contra o Barcelona na semifinal, após um empate sem gols, e o triunfo por 2 a 1 na final contra o Espanyol. No entanto, apenas Oscar, nascido em 1991, teve a oportunidade de entrar em campo. Lucas, nascido em 1992, não jogou nenhum minuto.
? Lucas era o mais jovem do nosso grupo, uma grande promessa. Ao chegarmos lá, percebemos que os times do mundo todo tinham ido com idade máxima e vimos que, do ponto de vista físico, era um risco colocá-lo para jogar, a gente tinha de preservá-lo ? lembrou Adriano Titton, hoje supervisor de Análise de Desempenho do São Paulo e na época preparador físico da base.
A Promessa Coletiva de Lucas Moura
Apesar de não ter atuado no Mundialito Sub-17, Lucas Moura demonstrou sua paixão e comprometimento com o São Paulo . Após o apito final na vitória contra o Espanyol, ele atravessou o campo de joelhos, cumprindo uma promessa pessoal. Esse gesto revelou a mentalidade de Lucas, que já demonstrava um forte senso de coletividade e ambição.
? A promessa dele não era uma promessa individual, era uma promessa coletiva. Isso mostra como já era a cabeça do Lucas ? completou Titton.
O Brilho de Oscar e o Sonho de Lucas
No Mundialito Sub-17 de 2008, o São Paulo enfrentou adversários como CA Madrid, Albacete Balompié e Cruz Azul do México na fase de grupos. Nas quartas de final, a equipe superou o Villareal. Em seis jogos, o Tricolor obteve quatro vitórias, um empate e uma derrota, com 13 gols marcados. Henrique Almeida foi o artilheiro da equipe, com seis gols. Oscar, com um gol e duas assistências, foi eleito o melhor jogador do torneio, que era conhecido como "Mundial de Clubes de La Comunidad de Madrid Sub-17".
Na véspera da final, Lucas Moura teve um pressentimento de que entraria no segundo tempo e marcaria o gol do título. Ele compartilhou esse sonho com alguns membros da comissão técnica, mas não com o treinador Zé Sérgio, que só soube do ocorrido posteriormente. O técnico optou por outros atletas, e Lucas não entrou em campo. O São Paulo venceu os espanhóis por 2 a 1, com gols de Henrique e Diego, ambos com passes de Lucas Gaúcho.
No ano seguinte, em 2009, a base do São Paulo voltou a disputar o torneio em busca do tricampeonato. Sem Oscar e com Lucas como protagonista, a equipe chegou à semifinal, mas foi eliminada pelo Rayo Vallecano.

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